cbd para ela
4 min.

✓ Evidence Based


5/5 - (1)

Last updated on 17 August 2021

A Cannabis tem um grande potencial para o tratamento uma variedade de doenças. O Canabidiol (CBD) é um dos agentes não psicoactivos do cânhamo, e estudos demonstraram que o CBD pode influenciar positivamente muitos cursos de doenças, incluindo a ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica.1

O que é Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)?

ELA, ou Esclerose Lateral Amiotrófica, é uma doença neuromuscular que afecta o movimento dos músculos do corpo. Isso acontece porque a doença causa a degeneração dos neurónios motores2 .

Neurónios motores são os nervos que trabalham em coordenação com o cérebro para transmitir um movimento comandado do cérebro para o músculo envolvido. Com essa doença, os neurónios motores são afectados, o que faz com que as mensagens não sejam transferidas para o respectivo músculo. Que significa, portanto, que o processo de movimentação é altamente afectado e os pacientes podem se sentir incapazes de se mover como desejam ou podem, ainda, ter partes do corpo fazendo movimentos involuntários.

Segundo a Clínica Kalapa, pacientes diagnosticados têm uma expectativa de vida limitada, embora isso dependa, é claro, da atenção médica que lhes é dada. Alguns dos sintomas da doença incluem fala arrastada, fraqueza e degeneração muscular contínua, cãibras e movimentos musculares involuntários, também conhecidos como espasmos e cãibras musculares.

A Esclerose Lateral Amiotrófica é causada por uma mutação genética, que significa que os pacientes em risco de desenvolvê-la são, em grande parte, aqueles que a herdam de um membro da família, por ser uma doença hereditária. Outros factores de risco também incluem a idade, pois pessoas mais velhas têm maior probabilidade de desenvolver ELA do que as mais jovens. Além disso, tem sido relatado que a Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA – é mais prevalecente entre homens do que mulheres3 .

Por que o CBD pode auxiliar no tratamento dos sintomas da ELA?

O CBD tem vários efeitos no corpo que permitem aliviar os sintomas da doença:

  • Primeiramente, reduz a produção de saliva. Os pacientes são incapazes de controlar seus movimentos musculares e isso inclui os músculos da boca. Quando isso acontece, o paciente pode acumular muita saliva na boca.
  • Além disso, ajuda a relaxar os músculos do corpo. Este é o efeito oposto da Esclerose Lateral Amiotrófica . Quando uma pessoa sofre de ELA, os músculos do corpo contraem-se frequentemente, isso leva a sintomas como espasmos. O CBD funciona produzindo o efeito oposto.
  • Pessoas que sofrem da doença sentem imensa dor no corpo, como resultado de um mau funcionamento neuromuscular. O CBD ajuda actuando como uma substância para aliviar a dor desses pacientes.
  • Também pode ajudar em distúrbios de sono. Pacientes com ELA costumam ter problemas de sono devido a seus sintomas.
  • Muitas doenças levam à perda de apetite e a ELA não é diferente. O CBD pode ter a vantagem de devolver o apetite ao paciente, facilitando a ingestão4.

O Sistema Endocanabinóide e a Esclerose Lateral Amiotrófica

No tratamento da ELA, o papel do CBD no funcionamento enzimático realmente entra em jogo. Conforme citado, a Esclerose Lateral Amiotrófica ocorre quando os neurónios motores do corpo começam a morrer. Isso acontece porque os resíduos produzidos durante o funcionamento dos neurónios motores se acumulam nas células ao invés de serem eliminados por uma enzima conhecida como superóxido dismutase. Tais resíduos, se não removidos, podem danificar seriamente o DNA do neurónio motor. O CBD ajuda na função enzimática, actuando como antioxidante e reduzindo a quantidade de resíduos que se acumulam nas células por conta dos processos enzimáticos5 .

Como utilizar o CBD para o tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica

Obviamente, os pacientes só devem usar a canábis no tratamento da ELA após uma consulta com um médico. A quantidade de CBD administrada dependerá de vários factores. Por exemplo, se a doença estiver em seus estágios iniciais, a quantidade fornecida será menor do que a determinada a um paciente que convive com ELA por um longo período. Além disso, alguns pacientes podem sentir menos dor em comparação a outros, o que significa que não precisarão de tanto CBD para aliviá-la. Usado de forma correcta, ele pode ser uma óptima opção.

Para determinar e dosagem exacta, você deve sempre levar em conta a gravidade dos seus sintomas, bem como a química do seu corpo. No geral, é aconselhável começar com uma quantidade reduzida e aumentar a dose, caso necessário. Recomendamos a abordagem Step-Up de Juliana Birnbaumand e Leonard Leinow, conforme descrito em seu livro “CBD: Guia do paciente para a canábis medicinal”.6 Para ELA, os autores recomendam começar com uma macro dose. Para obter mais detalhes sobre o que é macro dose e como dosar correctamente seu CBD, leia nosso artigo sobre a dosagem de CBD.

O que mostram os estudos

Foi realizada, pela Kaplan Clicnic, uma pesquisa sobre os efeitos da canábis como tratamento da doença. Um dos estudos foi realizado pela Universidade Complutense, na Espanha, onde camundongos com ELA receberam óleo de CBD e a doença progrediu de forma menos acelerada7 .

Pesquisas mostram, ainda, que o óleo de CBD ajuda a regular o funcionamento do sistema nervoso, aumentando a velocidade com que os compostos químicos envolvidos no movimento muscular são quebrados8 .

Esta é uma óptima notícia para os pacientes pois, nesse ponto, seus movimentos musculares já estão comprometidos e eles precisam de um impulso extra. No geral, a pesquisa indica que o CBD auxilia bastante os pacientes com ELA a gerenciar a condição.

Conclusão

Em resumo, o CBD é útil quando se trata de aliviar os sintomas da ELA. Uma vez que a doença causa muita dor e desconforto, é importante que esses sintomas sejam reduzidos, prolongando a expectativa de vida do paciente e, também, permitindo que ele sofra muito menos. O canabidiol possui determinadas propriedades que aliviam a dor e relaxam os músculos do corpo, dois aspectos vitais para o paciente, e deve ser utilizado de acordo com as instruções para obter melhores resultados. Os pacientes também podem complementar o uso de CBD com outros medicamentos e terapias apropriados.

Referências

  1. Kogan, Natalya M., and Raphael Mechoulam. „Cannabinoids in health and disease.“ Dialogues in clinical neuroscience 9.4 (2007): 413. []
  2. Gastl, R., and A. C. Ludolph. „Amyotrophe Lateralsklerose.“ Der Nervenarzt 78.12 (2007): 1449-1459> []
  3. Gastl, R., and A. C. Ludolph. „Amyotrophe Lateralsklerose.“ Der Nervenarzt 78.12 (2007): 1449-1459 []
  4. Carter, Gregory T., et al. „Cannabis and amyotrophic lateral sclerosis: hypothetical and practical applications, and a call for clinical trials.“ American Journal of Hospice and Palliative Medicine® 27.5 (2010): 347-356. []
  5. Kendall, Debra A., and Guillermo A. Yudowski. „Cannabinoid receptors in the central nervous system: their signaling and roles in disease.“ Frontiers in cellular neuroscience 10 (2017): 294. []
  6. Leinow,, L. and Birnbaum, J. (2017). CBD: A Patient’s Guide to Medicinal Cannabis. North Atlantic Books. []
  7. Fernández-Ruiz, Javier, María A. Moro, and José Martínez-Orgado. “Cannabinoids in neurodegenerative disorders and stroke/brain trauma: from preclinical models to clinical applications.” Neurotherapeutics 12.4 (2015): 793-806. []
  8. Kendall, Debra A., and Guillermo A. Yudowski. “Cannabinoid receptors in the central nervous system: their signaling and roles in disease.” Frontiers in cellular neuroscience 10 (2017): 294. []

Author

CBD Expert | View posts

With close to two decades of successful stint in the Media industry, I felt I was surely missing a piece in my life puzzle. I took a break and set out to seek the purpose of my life. I travelled, lived out of a suitcase, let things flow into life without resisting, and after five challenging years, I found my rhythm. I love to write about Cannabis and Health and try my best to simplify esoteric concepts into simple ideas for life.

Conecte-se com usuários de CBD no Facebook

Quer saber mais da experiência de outros usuários do CBD? Você tem perguntas sobre o CBD? Há um grupo ativo de CBD no Facebook.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *